Rio Branco, Acre - quarta-feira, 18 março, 2026

Produtora defende renovação na Federação e cobra mais apoio ao campo no Acre

Foto: Correio online 

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A advogada e produtora rural Raimunda Queiroz defendeu a necessidade de renovação no comando da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, ao afirmar que o setor produtivo carece de avanços concretos e maior representatividade. A declaração foi feita durante debate recente na Assembleia Legislativa do Estado do Acre, que reuniu produtores para discutir entraves como embargos ambientais e rastreabilidade bovina.

Segundo Raimunda, apesar da longa permanência da atual gestão — há mais de 30 anos —, os pequenos e médios produtores continuam enfrentando dificuldades estruturais. “Falta ramal, falta maquinário, falta curso, falta apoio. A gente não viu, ao longo desses anos, projetos que de fato ajudassem o nosso setor a avançar”, afirmou.

Ela também criticou o cenário de pressão sobre os produtores, marcado por multas e embargos, sem alternativas claras de regularização. Para a produtora, o modelo atual acaba sufocando quem vive da terra. “Nosso estado precisa de desenvolvimento econômico sustentável, mas isso não pode acontecer penalizando quem produz e sustenta a economia”, destacou.

Ausência da Federação é alvo de críticas

Raimunda também lamentou a ausência de representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre no debate realizado na Aleac, e cobrou maior atuação da entidade em defesa dos produtores rurais.

“Na minha opinião, a Federação poderia estar à frente desse processo há muito tempo, desde o ano passado, defendendo de fato o seu setor, que é o agronegócio do nosso estado, que movimenta a economia. Eles deveriam estar aqui com a gente, buscando soluções”, afirmou.

A produtora destacou que falta apoio, principalmente para pequenos e médios produtores, que são maioria no campo acreano. “É realmente lamentável. A gente precisa de ajuda, precisa de apoio. Eu, como advogada e pequena produtora rural, me sinto na obrigação de cobrar de quem tem o dever de representar e apoiar quem trabalha duro no campo”, disse.

Ao defender a mudança na direção da federação, Raimunda reforçou que a renovação pode abrir espaço para novas políticas públicas e soluções mais eficazes. “A gente precisa avançar. E isso passa por mudança, por presença e por compromisso com quem produz”, concluiu.

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