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Coluna

do Dandão

Tanque ao chão

Por Francisco Dandão

Revirando papéis encontrei por esses dias uma entrevista que eu fiz com o Almiro, goleiro que se caracterizou por jogar em times pequenos do futebol acreano, entre 1971 e 1989. Uma carreira que passou, sucessivamente, por São Francisco (onde jogou mais), Amapá e Andirá.

O Almiro, aliás, era um goleiro baixinho, do tipo daqueles que o torcedor que não o conhecia não acreditava, quando o via, que ele pudesse defender alguma coisa. Mas era só o jogo começar que o homem parecia um gato, o tanto que saltava nas bolas e dificultava o vazamento das suas traves.

Na verdade, ele tanto saltava como poucos quanto tinha um senso de colocação absurdo. De forma que ele estava sempre onde a bola ia. Parecia um caso de atração magnética. Os atacantes adversários mandavam a bomba e o cara estava exatamente na trajetória da então chamada “deusa branca”.

O problema do Almiro, durante toda a sua carreira, foram os times em que ele jogou. Ele sempre defendeu times de poucos recursos. E então, nesse caso, não se pode dizer que as zagas das referidas agremiações eram do tipo “muralhas intransponíveis”. Ele pegava muito, mas não fazia milagres.

Mas o que eu quero mesmo lembrar nessa crônica é uma história que o referido personagem me relatou, quando de uma excursão do simpático São Chico à cidade de Sena Madureira, numa época que os 140 Km. da estrada para a “capital do Iaco” não eram asfaltados e nem havia iluminação.

Esportivamente, a excursão foi um sucesso. O São Francisco, que alinhava nas suas hostes, além do Almiro, players como Chico Alab, Bismarck, Zé Pinto, Melinho Elias, Madureira, João Trebina (pai do rei Artur) e Vicente Barata (jogador e presidente), venceu o amistoso por 1 a 0.

Ressalte-se que era muito difícil um time “de fora” vencer em Sena Madureira. O município tinha muita gente boa de bola. E, segundo relatam, o pessoal da cidade

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